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"Imaginem se esse País fosse sério"


Escrito por Luiz Marins
Quando eu trabalhava em Nova Iorque assisti a uma palestra de um diretor de um grande banco sobre as oportunidades de investimento no mundo contemporâneo. Ele falava das vantagens comparativas e competitivas de cada país, inclusive os emergentes.
Quando falou do Brasil mostrou os dados de nosso mercado interno, de nosso sistema bancário, de nosso potencial turístico, de nosso desenvolvimento em tecnologia de informação, de nossa riqueza natural, da ausência de terremotos, furacões, etc. e quando terminou, com todos os participantes boquiabertos com nossas vantagens comparativas, ele disse: "Imaginem se esse País fosse sério." Isso foi em 1990.
Agora um estudo da ONU/UNCTAD - Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento - aponta o Brasil entre os cinco melhores países para se investir. O estudo novamente fala de nossas vantagens de mercado interno, riquezas naturais e até de estabilidade econômica.
Ao conversar sobre este novo estudo com alguns diretores de agências internacionais de investimento, novamente tive o desprazer de ouvir o comentário: "Imagine se esse País fosse sério".
Quinze anos se passaram e a sensação é a mesma. Jogamos fora as oportunidades de um crescimento sustentado, de uma redistribuição de renda mais justa e de acesso ao emprego, à educação e cultura às camadas mais pobres do nosso Brasil.
Talvez seja chegada a nossa hora de aprender.
Talvez seja chegada a nossa hora de aprender que vale a pena ser sério, honesto, cumprir contratos, respeitar prazos, educar pessoas, assumir compromissos, ser leal com a verdade e com a justiça.
A verdade é que todos nós, brasileiros, já estamos cansados de sofrer as conseqüências de nossa inconseqüência. Cansados de ver o País do futuro que nunca chega, da lei que não é cumprida, da autoridade que corrompe, da obra que não termina, da verba que some, da manchete que assusta. Penso, enfim, que estamos cansados de nossa esperteza que só perde, do "levar vantagem em tudo" e até de acreditar num Deus brasileiro.
Portanto é hora de mudar. É hora de assumir uma conduta de gente séria, honesta, cumpridora dos deveres, da palavra, dos contratos. É hora de nos indignarmos com a complacência do mal, com a permissão do erro, com o descumprimento da lei. E essa é uma tarefa de cada um de nós, brasileiros de verdade, em nossos lares, em nossas famílias, em nosso emprego. É hora de fazer bem feito, de ser honesto, de cumprir o que promete, de educar bem nossos filhos, de respeitar os colegas, de aumentar a qualidade de nossos produtos e serviços, de respeitar clientes, de fazer o certo e ter vontade de ser melhor.
É hora de voltar a ter orgulho de ser brasileiro e mostrar não só ao mundo mas a nós mesmos que este é sim, um País sério, com gente honesta, trabalhadora e honrada e que não aceita ser julgado pela exceção.
Pense nisso. Sucesso!

Comprometido com a marca

Você acreditaria num vendedor da GM que fosse vender a você e chegasse num carro da Fiat? Ou um vendedor da Volks que tivesse um Ford?
Fico estarrecido ao ver o total descomprometimento das pessoas com a marca dos produtos com os quais trabalham e da empresa da qual recebem seus salários.
É preciso que tenhamos total comprometimento com as "nossas" marcas!
Assim, quem trabalha na Brahma não deve tomar Kaiser ou Coca-Cola. Da mesma forma, quem trabalha na Coca-Cola não deve tomar Antarctica! E assim por diante. Não vejo cabimento em alguém ser funcionário do Banco Real e me pagar uma despesa com chegue do HSBC-Bamerindus! Quem trabalha na Souza Cruz não pode fumar Marlboro! Quem trabalha na Champion Papel e Celulose não pode usar papel da Votorantim! Ou pode?
Sei que muitos vão achar esta opinião draconiana e absurda. Um verdadeiro acinte à privacidade ou ao direito individual de escolha. A verdade, porém, é que o mercado é uma guerra! E se atirarmos contra nós mesmos não há batalha que possa ser vencida! E se eu, que trabalho na empresa e recebo dela, não prestigiar a marca, quem prestigiará?
Mesmo que você trabalhe numa área distante das vendas ou do marketing, é sua obrigação (pelo menos enquanto trabalhar para a empresa) usar somente produtos da "sua" marca. Ou então você estará trabalhando contra seu próprio emprego. Pense nisso!
E, na minha opinião, não há desculpas para esse descomprometimento. Vejo gente dizendo: "- Não consegui encontrar o produto da marca da empresa e por isso comprei de outra...". Caso não encontre os produtos de sua marca, não compre! Mesmo que você não seja "funcionário" da empresa, mas um terceirizado que presta serviços - propaganda, consultoria, fornecedor de matérias primas ou serviços - sua obrigação é prestigiar totalmente as marcas de seus clientes! Ou não é?
Essa falta de sensibilidade tem feito muita gente perder a confiança da empresa, o contrato e até o emprego. Não há do que reclamar. É pura falta de comprometimento. Assim como você sente-se livre para usar marcas concorrentes, a empresa sentir-se-á livre para livrar-se de você. Ou não?

Inovar! Tranformar! Reinventar!


Escrito por Luiz Marins
Estive, com um grupo de empresários, visitando empresas americanas. Visitamos a Saturn (General Motors), a Andersen Consulting (Projeto 2020), a 3M e a Hewlett Packard.O que vimos?

Vimos empresas que têm um visão de futuro excepcional. Vimos empresas com 60.000 produtos diferentes no mercado e que continuam inovando, se transformando e reinventando a si próprias durante os 365 dias do ano. Elas não param! Elas não ficam esperando para ver o que vai acontecer. Elas não esperam que o mercado as arruine. Elas criam seu próprio mercado. Vimos uma HP que nos últimos anos vem lançando no mercado uma nova impressora a cada seis meses. Vimos uma 3M que busca 30% de seus resultados anuais em produtos lançados nos últimos 3 anos. Vimos uma Saturn (GM) reinventando as suas relações com seus concessionários e clientes a cada dia.

Conhecemos uma Andersen Consulting em busca de transformar-se a si própria para ser a cada dia melhor. No auge da crise dos mercados asiáticos, não vimos nenhuma empresa se lamentando e paralisada. Vimos empresas buscando saídas, criando produtos novos e diferentes para surpreender, encantar e entusiasmar seus clientes. Vimos empresas que investem milhões e milhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento visando a inovação. Vimos empresas que investem milhões e milhões de dólares em treinamento e desenvolvimento pois todas acreditam que o seu maior capital é o capital humano e sem ele inovação e transformação são tarefas impossíveis.

Bastam umas visitas como as que fizemos e passamos a compreender porque essas empresas têm o tremendo sucesso que têm. Não é à toa. Não é por acaso! Elas fazem as coisas certas, as coisas óbvias, aquilo que deve ser feito para conquistar e manter clientes fidelizados às suas marcas. Elas estão atentas às tendências do mercado. Elas surpreendem. Elas sabem que o sucesso hoje não garante o sucesso amanhã e por isso não ficam sentadas sobre sua coroa de louros do sucesso presente. Elas investem com visão de longo prazo. Por tudo isso, são o que são.Compare tudo isso com a sua visão de empresa.

Compare tudo isso com a sua empresa, com os seus investimentos em pesquisa, treinamento, atendimento, inovação, gente. Agora não é hora de "curtir" a crise. Agora é hora de agir em direção à inovação, à transformação.

Agora é a hora de reinventar a empresa!

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