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Idéias que viram dinheiro - NATURA

Como a Natura inova

Explora seus valores:
Suas inovações são guiadas por valores da marca, como a importância dos relacionamentos e do autoconhecimento. Foi com base num estudo sobre os vínculos entre mães e filhos que surgiu um óleo de massagem para bebês, até então inédito no mercado brasileiro.
Mantém ouvidos abertos:
A rede de quase 500 000 consultoras gera 200 000 ligações telefônicas a cada mês. Metade desses contatos alimenta com reclamações e sugestões a área de pesquisa e desenvolvimento.
Envolve a cúpula:
Toda segunda-feira, o presidente, diretores e os principais acionistas participam de uma reunião que se prolonga por 8 horas, quando são examinados os principais projetos de inovação e novos produtos.
Estabelece redes:
Ao aderir ao conceito de open innovation (inovação aberta), a empresa amplia o número de acordos para desenvolvimento conjunto de inovações com fornecedores locais e laboratórios internacionais, a exemplo do mantido hoje com a Universidade de Paris.
Mescla suas equipes:
Como cerca de 70% do faturamento provém de produtos lançados nos últimos dois anos, a empresa manteve em 2005 um portfólio com uma centena de projetos de novos produtos, cada um analisado por um grupo de cinco executivos de diferentes áreas e especialidades.
Um novo produto em três dias.
Neste ano a Natura, maior empresa de cosméticos do país, investe cerca de 50 milhões de reais no desenvolvimento de novos produtos. É cerca de um décimo do que gastam suas maiores concorrentes internacionais. Trata-se de um problema recorrente entre as companhias brasileiras. A saída da Natura foi procurar as soluções em lugares inexplorados. Na culinária do norte do país, por exemplo. Mais especificamente num prato típico do Pará, o pato no tucupi.

Foi de um dos condimentos do prato, o jambu, que a Natura achou a matéria-prima para desenvolver um de seus mais recentes lançamentos, o creme anti-rugas Spilol, uma espécie de Botox. No interior do país, o jambu é usado como um popular anestésico. Ao descobrir isso, a equipe de pesquisadores da Natura, responsável por um levantamento sistemático da biodiversidade, intuiu que aí poderia estar a origem de um produto que paralisasse as rugas de expressão.

Durante um ano e meio, os técnicos da empresa trabalharam para transformar a planta em produto. O Spilol é o único produto no mundo, à base de ingredientes naturais, com essas características. "A tarefa mais difícil não foi a descoberta em si, mas como produzi-la em escala industrial", afirma Eduardo Luppi, diretor de inovação.

Num estudo recente da Harvard Business Review, a Natura foi apontada como caso exemplar de estratégia de inovação em mercados emergentes. Baseada no desenvolvimento realizado, a Natura consegue colocar em linha um novo produto em apenas três dias. O estudo apontou como vantagem competitiva da empresa a rede de distribuição formada por mais de 450 000 revendedoras e promotoras.

É o que possibilita à Natura o lançamento de 180 novos produtos a cada ano, captando quase 70% de seu faturamento de itens lançados nos dois anos anteriores. Trata-se de um índice muito elevado, até para padrões internacionais. Seus executivos precisam de apenas uma semana para saber se um produto caiu no g osto das clientes. Já houve casos de perfumes e bronzeadores serem retirados do catálogo antes mesmo que se disseminassem pelo mercado.

"Se o canal de vendas da Natura fosse o varejo, seria necessário aplicar ao menos 50 milhões de reais para lançar cada novidade", diz seu presidente, Alessandro Carlucci. Entre os recursos de pesquisa utilizados pela companhia para detectar tendências, a Natura mantém um grupo de estudo composto de formadoras de opinião. "Estamos sempre com um olho no futuro", diz Luppi.
Fonte:SEBRAE PR

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