Idéias que viram dinheiro - NUTRIMENTAL
Como a Nutrimental inova
Estabelece um júri:
Em reunião mensal, os principais gerentes analisam em 4 horas cerca de 40 sugestões de funcionários. Os votos são computados e decidem se uma idéia de um novo produto ou aperfeiçoamento deve seguir para o estágio, aguardar, ser revisada pelo próprio autor ou descartada.
Envolve a cúpula:
Envolve a cúpula:
Se uma idéia é aprovada, dois gerentes são destacados para analisar o potencial de mercado, os canais de vendas e os assuntos legais. Num estágio mais avançado, quando devem ser aprovadas as verbas de pesquisas de mercado, o processo passa a contar com a participação da cúpula.
Remunera as boas idéias:
Remunera as boas idéias:
Equipes que sugerem novos produtos aprovados no processo ganham participação de 5% sobre os resultados de vendas da novidade durante o primeiro ano. O objetivo disso é aprimorar as sugestões e reduzir o número de idéias mal concebidas.
O produto que salvou uma empresa.
Por vezes, a inovação surge como uma oportunidade única para afastar uma empresa do abismo. Foi numa situação dessas que a paranaense Nutrimental, fabricante de alimentos, se viu enredada.
Até o início dos anos 90, mais de 80% de seu faturamento era dependente dos contratos com o programa de merenda escolar. Foi quando o sistema entrou em colapso. "O governo deixou de comprar e também de pagar o que já havia recebido", diz João Alberto Bordignon, diretor da Nutrimental. Alguns concorrentes fecharam as portas. Na época, a Nutrimental já conquistara alguma projeção nacional por ter sido a primeira a preparar alimentos especiais para as viagens iniciais do navegador Amyr Klink.
Também havia desenvolvido a primeira barra de cereais do mercado brasileiro, à base de castanhas produzidas por cooperativas de seringueiros. Foi com essa novidade que a Nutrimental pôde se reerguer. O sucesso não foi, porém, imediato. "Cometemos o equívoco de promover a barra como guloseima", diz Bordignon. Relançada dois anos depois com a marca Nutry, a barra decolou na onda dos alimentos de conveniência. Produzida atualmente em 16 versões com sabores de frutas, a marca é dona de cerca de um terço de um mercado que fatura 200 milhões de reais por ano e reúne duas dúzias de competidores.
A história da Nutrimental é uma prova de quanto é importante sair na frente, fazer primeiro e, de preferência, melhor que os demais.
Da época da crise restaram práticas hoje enraizadas na empresa. Sem recursos para pagar honorários de consultoria, a Nutrimental estimulou os funcionários a aprender. Formou as "equipes de crescimento": grupos de dez funcionários encarregados de avaliar até mesmo planos estratégicos, como um novo sistema de remuneração e projetos de expansão.
Coube a uma dessas equipes, em meados do ano passado, estabelecer uma nova maneira de administrar o processo de inovação. A cada mês, oito gerentes reunidos no auditório da fábrica julgam cerca de 40 sugestões submetidas por executivos e funcionários. EXAME assistiu a uma dessas sessões. É ali que aproximadamente 80% de idéias supostamente equivocadas são eliminadas. "Reduzir a margem de erro é vital para uma empresa média, como a Nutrimental", diz Guilherme Meister, gerente de marketing estratégico.
A reunião flui com grande velocidade. Cada idéia não ultrapassa 10 minutos de discussão. A empresa deve produzir cookies salgados? Vale a pena mudar o tamanho de uma embalagem para atender a uma encomenda internacional? Por meio de notas, os "jurados" se guiam por critérios, como adequação ao mercado e faturamento mínimo para que um novo item seja lançado. As equipes responsáveis por novos produtos que saírem do papel e chegarem ao mercado receberá da companhia 5% dos resultados no primeiro ano de comercialização.
Fonte: SEBRAE-PR
Nenhum comentário:
Postar um comentário